Roberto e Maria – Episódio I

Certa vez… Dois jovens que programaram uma viagem. Mas o mundo tem dessas coisas, um dos jovens, o Roberto ia partir de uma terra bem distante. A outra jovem, a Maria, já não iria partir de um lugar tão distante, mas também era um pouco longe.

Os dois, cada um saindo de sua terra, se encontraram no cais do porto de uma cidade muito conhecida mundialmente: Abrastem. E foi no porto de Abrastem que Roberto e Maria puderem se encontrar e onde tudo começou a acontecer na vida dos dois.

Maria, uma médica muito conhecida em sua terra natal, resolveu viajar, em primeiro lugar, para descansar da correria do consultório, depois, Maria achou melhor fazer mesmo uma viagem porque precisava conhecer novas pessoas.

Roberto, um arquiteto também muito bem conhecido na região onde mora, ao contrário de Maria, ele saiu em busca de aventura mesmo. Já estava cansado de ver e de participar das mesmas coisas em sua terra, então quis fazer um passeio e escolheu ir de navio, pois navio lhe soava com certo romantismo.

No cais de Abrastem, Roberto chegou antes de Maria, e ainda estava clareando o dia. Roberto tinha passado a noite anterior num hotel ali mesmo perto do cais. Roberto não sabia que perto do cais, hotéis tinham uma característica bem diferente dos demais que ficam em outras regiões da cidade. Mas ele conseguiu sobreviver.

Maria, quando chegou, já era por volta do meio-dia, não foi preciso ter posado em hotel a noite anterior, pois saiu bem cedinho de sua terra. Mas estava um pouco cansada de ficar sentada, então deixou sua bagagem no bagageiro do porto de Abrastem e se pôs a caminhar pelo cais à procura de um lugar para almoçar.

Roberto, já cansado de esperar o horário de partida do navio, também fez o mesmo. Deixou sua bagagem no maleiro do porto e foi ver o que tinha para matar sua fome. Não pensava num almoço mais formal, mas também não queria apenas tomar um suco ou coisa assim. E foi por entre os canteiros do cais, enquanto ouvia o barulho dos guindastes e dos carrinhos que passavam por ele, indo ou voltando, cheios de mercadorias ou vazios mesmo.

Maria chegou numa ala onde não tinha uma única outra mulher além dela. Estava abarrotada de marinheiros que passavam de um lado ao outro. O uniforme daqueles homens, jovens homens, chamou a atenção de Maria. Ela estava admirada da vivacidade com que se movimentavam rapidamente de um lugar para outro. Pequenos grupos formados por aparentes amigos e se podia ouvir muitas gargalhadas.

Maria pensou que muitas podiam ser as possibilidades daquelas risadas, mas ficou um pouco sem jeito quando intuitivamente se atentou ao fato de que não tinha mais mulheres por ali e ela estava sendo um pouco a atenção dos jovens marinheiros que por ela passavam.

Roberto estava chegando no mesmo lugar em que Marai estava, apesar de que ele demora um pouco mais para perceber certas coisas ligadas ao comportamento humano, pois o ambiente é a sua prioridade. Olha cada detalhe, as congruências e incongruências da arquitetura local. Quando vê um encaixe diferente entre duas peças metálicas, se aproxima para ver se pode decifrar o padrão, sem ter de perguntar para alguém do local.

De repente, uma imagem incomum surge diante de Roberto. Não se trata de uma beleza arquitetônica, mas de uma raridade que o impressiona. Roberto vê uma belíssima mulher, quase da sua altura, cabelos longos, loiros, com um traje um pouco fora do padrão para aquele ambiente, mas o conjunto visual lhe chama a atenção. Roberto se sente movido a se aproximar daquela bela mulher…

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