Pitadas de Coaching II

O ser humano é dotado de condicionamentos. Um dos mais perniciosos é o dos julgamentos. Somos propensos a julgar com muita facilidade, pois isto, em nós, é um dos muitos de nossos condicionamentos humanos.

Precisamos aprender a respeitar as diferenças. Elas não podem nos incomodar. Somos livres e todos têm a liberdade de ser como podem, como precisam ou como querem. Cada ser humano acaba criando ou por escolha própria, ou por necessidade o seu modelo próprio de existência no mundo.

Se nós queremos ter uma alma elevada, precisamos suspender os nossos julgamentos. Não nos é lícito deixar este condicionamento tendencioso ir às máximas consequências, principalmente por conta da existência do outro no viés de nossos caminhos pelo mundo e pela vida.

A curiosidade também é um condicionamento humano. Há pessoas mais e outras menos curiosas. Especulam, muitas vezes, por puro condicionamento. Mas nós podemos sair dessa condição de escravos de nossos condicionamentos, basta que o tragamos à nossa consciência crítica e façamos vez ou outra reflexões sobre se o que estamos fazendo, quase que imperceptivelmente, se é certo ou se é errado, lícito ou não lícito, adequado ou inadequado, enfim, que este exercício de reflexão crítica nos ajude a ser pessoas melhores no mundo da convivência interpessoal.

Temos de perceber, quer isso nos seja agradável ou não, que não há maneira ideal de ser e que ninguém deve ser como nós queremos. Cada um é cada um e isso deve ser em todos nós o exercício mais amplo de nossa liberdade.

Num casamento isso é muito comum, os nubentes tendem, depois de algum tempo juntos após as núpcias, querer mudar o jeito do outro. O que será uma luta inglória, pois se houver vitória, ao final do processo o outro já não será aquela pessoa pela qual um dia eu me apaixonei, mas será agora o fruto da minha insanidade egocêntrica.

Na vida nós temos três tempos distintos, o passado, o futuro e o presente. Este último é o único que do qual temos pleno acesso. É no presente que podemos fazer as nossas mudanças, as nossas escolhas e exercer o nosso modo de ser no mundo.

Quanto ao passado precisamos olhá-lo com gratidão, independente do que tenha acontecido. Sim! Mesmo que tenha sido difícil e quase que impossível de se ter sobrevivido, a gratidão nos vai ajudar a ressignificar o nosso passado de modo que o nosso presente seja mais leve e possamos ter um olhar novo e cheio de esperança para o futuro.

Aliás, é esta a palavra adequada para lançarmos o nosso olhar para o futuro: esperança! Afinal, tudo poderá ser diferente no futuro. Tudo poderá ser melhor no futuro. E é no futuro que aquilo que ressignifiquei no passado, senti gratidão no presente, vai fazer com que eu seja feliz, finalmente feliz.

Por isso eu disse no início que devemos suspender todos os nossos julgamentos, pois nós somos os primeiros que não queremos ser julgados pelos outros. Sendo assim, mesmo que os outros ajam por mero condicionamento da curiosidade sobre nós, isso não nos afetará, pois já agradecemos o nosso passado, estamos ressignificando o que aconteceu de ruim para que o nosso presente seja pleno e, por fim, a nossa esperança por dias melhores é o nosso maior troféu.

Outra coisa de que nós precisamos sempre de nos lembrar é que todo conhecimento nos inspira mudanças! Sim, quanto mais conhecemos, mais temos alternativas para sermos diferentes e, quiçá, melhores!

Só que precisamos da prática! A prática nos é essencial para que haja qualquer tipo de transformação em nós. Errando, errando que se aprende a acertar. Tem aqueles que acertam de imediato? Sim, tem. Mas isso é apenas um fato que é relevante para quem dele se beneficia, quanto ao resto dos mortais, nada tem de mal errar para poder aprender. O que não podemos é ficar parados, paralisados por nossos medos.

Também precisamos aprender a ousar. Muitas vezes perdemos excelentes oportunidades porque temos medo de ousar. Ousar é um verbo que deveria ser mais próximo do nosso cotidiano. Quando ousamos, forçamos os nossos limites a que se estendam mais e mais a cada vez que ousarmos fazer e ser diferente.

Cuidado! Muitas vezes pensamos que somente a sofisticação é a grande oportunidade. Isso não é verdade, pois pode ser, justamente, a saída mais simples, a melhor saída para que possamos nos dar bem, empreender e ter sucesso.

Simples e verdadeiros deve ser o nosso lema! Daí brotam em nós a honestidade, a ética e, assim, a cidadania exercida com dignidade vem por consequência. E uma das primeiras coisas que paramos de fazer é jogar lixo pela janela do carro quer estejamos dentro da cidade ou em alguma auto estrada. Um gesto simples que demonstra o mais profundo modo de ser do nosso caráter.

Precisamos exercer também a confiança tanto em nós mesmos como nos outros. Senão, a cada dia o outro será cada vez mais um “bicho papão” para nós. Isso não é humanidade. Ser humano é exercer ações humanitárias. Não há nada melhor do que uma boa companhia. Quem encontrar um amigo, encontrou um tesouro, não são palavras minhas estas, mas são palavras que demonstram uma profunda verdade deste o tempo do Eclesiástico (6:14-17).

Vamos nos esforçar em construir pontes, mais pontes e menos muros!

Colocando um cadinho de tudo isso em prática, já seremos excelentes coachs de nós mesmos. E já estaremos à porta do sucesso.

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Agraço Temage.

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