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Oração

Certa vez eu estava num retiro, daqueles que fazemos anualmente, e ouvi do pregador que a oração em nós é o nosso reconhecimento de que não somos “Deus”, portanto, é um reconhecimento de que necessitamos de Deus.

Quando não rezamos, prosseguia o pregador, significa que estamos de certa forma acreditando que somos infinitamente mais potentes (poderosos) do que somos, a ponto de nos acharmos imbatíveis e autossuficientes.

O contrário disso, dizia aquele bispo, é quando reconhecemos que Deus é Deus e nós somos apenas seres humanos mortais e limitados, então rezamos, então fazemos as nossas orações clamando ao Senhor sobre todas as nossas incompetências e suas adversidades.

Minha avó materna dizia que rezar é como dar alimento a uma pessoa que está fraca. Vamos dando-lhe alimento e ela vai se levantando. Mas quando paramos de dar-lhe alimento, ela volta a enfraquecer. Minha avó ainda falava que a nossa oração vai sendo depositada num baú. Quando chegar algum momento em que estivermos impossibilitados de rezar, então o baú se abre e vão saindo de dentro as orações que estavam lá guardadas.

Quem já não ouviu as expressões: “Quem canta ora duas vezes”? “A oração é o alimento da alma, do espírito”. A oração é “um diálogo com Deus”. Entre tantas outras, ainda mais hoje em dia que todos nós podemos emitir algum parecer sobre qualquer tema e postar isso nas redes sociais.

Eu fico triste quando, em momentos de reunião familiar, não podemos fazer orações em comum… Todos querendo entrar no mesmo ambiente: “na casa do Senhor”, na hora da oração, mas cada qual tentando entrar por frestas diferentes das dos demais do mesmo grupo…, Mas ainda bem que o Senhor Deus dá um jeitinho ali na hora e acaba que a intenção, que é a parte nobre do contexto, alcança, além de Sua casa, o Coração de Deus.

Em tempo de Pandemia a oração passou a ser tema recorrente nas redes sociais. Ainda bem! Porque eu não vejo mal nas redes sociais, assim como não vejo mal no falar. Todos que falam fazem escolhas ao proferir palavras. Mas alguns falam coisas que machucam, outros falam coisas que dão paz ao espírito. Então não é o falar em si que deve ser julgado e até condenado, mas o que se faz com o falar, o que se faz com as palavras.

Da mesma forma vejo as redes sociais: cada qual a utiliza como lhe convêm. E são estas nuances que, muitas vezes, escandalizam e, outras vezes, edificam. Haja vista neste tempo de pandemia: as redes sociais se tornaram veículos indispensáveis para a evangelização. Eu, por exemplo, jamais pensei que celebraria uma missa, o tempo todo de frente para um celular que estaria filmando minha celebração e a transmitindo pela Internet e seu universo sem fim.

Deixo aqui, nestas breves palavras, o meu pedido para que rezemos/oremos sem cessar, quer seja por nós mesmos, ou para irmãos necessitados de nossa intercessão, pois o mundo e toda a criatura de Deus estão precisando de muita oração. Mais do que nunca, nos tempos de hoje estamos vendo o quanto somos um nada sem Deus e quão importante é reconhecê-lo, como dizia aquele bispo pregador, como nossa única salvação. Não há outro a quem recorrer. Não há nada a se fazer como humanos limitados que somos. Somente Deus é o Senhor!

Num mundo onde animais silvestres e humanos estão numa relação cada vez mais próxima, portanto, nesta nova convivência, estão dizendo as autoridades da ciência, muitas pandemias poderão advir… Que o Senhor Deus todo poderoso tenha piedade de todos nós!

Vamos rezar por nós e uns pelos outros!

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Temage, agradece!

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