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Diálogo da Alma

Você já deixou sua alma falar? Não, não se trata de ficar pensando em algo de forma silenciosa e pensar que a alma está falando. Estou falando de outra coisa. Estou falando do diálogo da alma.

A alma também fala. Mas sua linguagem não é esta como a que estamos acostumados, independente se estamos dando sinal de fumaça ou usando um holograma para nos comunicar. O diálogo da alma vai além disso.

Ainda não estou falando daquela meditação em que você fica em absoluto silêncio e faz uma viagem interespacial ou vai até logo ali mesmo, dependendo da escolha que faz. Não é disso que estou falando.

Mas do que, exatamente, estou falando então? Pois é… Falar de diálogo da alma é muito mais complexo, porém, a complexidade se dá dentro dos parâmetros de um paradoxo, sabe por quê? Porque estou falando de algo muito, mas muito simples mesmo.

Se olharmos bem, vamos vendo que o diálogo da alma foi ganhando alguns nomes ao longo do caminho e quando eu te falar um desses nomes, você vai dizer: “Ah, é sobre isso?” Então dirá em seguida: “Isso eu conheço muito bem!” Que bom, eu digo! Pois será muito melhor!

Há quem acredite e defenda que a alma pode separar-se do corpo. Sendo, assim, um fenômeno que, praticamente, tem vida própria e prossegue seu curso existencial independente do corpo.

Para outros, este fenômeno acima tem outro nome: trata-se do espírito. Tudo o que se aplica para a questão da alma, para os que creem que o assunto em questão é espírito, então tudo o que está acima descrito, aplica-se ao espírito.

Por outro lado, há uma outra corrente que diga que alma e espírito sejam sinônimos! Falam que uma coisa ou outra significam “sopro”. Bem, creio que não haja problema quanto a isso. Pois nem um nem outro dependem do que pensamos ou deixamos de pensar.

Agora, o que depende é de qual linha você ou eu acreditamos e até defendemos. Lógico que para eu falar do diálogo da alma eu vou ter de escolher uma das formas que aqui citei. Então eu digo que creio na segunda, ou seja, que temos um espírito e mais: que este espírito está intimamente ligado ao Espírito maior, ao Espírito Santo de Deus.

Então, mais uma crença ficou explícita aqui, ou seja, que eu creio em Deus! E só pela forma com que tratei o Espírito desse Deus em quem acredito, ou seja, de “Santo”, já fica claro a que Deus me refiro: sim, o Deus Uno e Trino: Pai, Filho e Espírito Santo.

Mas, se por conta disso você, caro leitor, quiser parar de ler este artigo por aqui, sinta-se livre, nossa amizade, certamente, será a mesma! Mas se quiser ler um pouquinho mais, sinta-se igualmente livre e vou te falar do diálogo da alma.

Agora que declarei minha crença, a alma para mim, desde que aprendi quando tinha uns vinte anos de idade, é o meu próprio corpo quando está vivo. Independente se está parado ou em movimento. E foi bem assim que aprendi: “Uma pedra é composta de matéria, uma planta tem matéria e vida, um animal tem matéria, vida e alma (alma dá à vida o movimento) e, finalmente, o ser humano tem matéria, vida, alma e espírito”.

Assim aprendi há muitos anos! E assim prossegui compreendendo estas questões desde então.

O nome alma me faz lembrar de Desenhos Animados. Se dividirmos a palavra “animado” em partes, podemos ver a palavra “alma” em sua forma raiz proveniente do Latim: “anima” que é igual a “alma” em nosso vernáculo. Por isso o desenho é chamado de “animado”, porque se movimenta.

Por fim, muitas vezes pensamos que a alma está fazendo um monólogo, quando, na verdade ela está fazendo é um diálogo! A alma não fica sem se comunicar, e se comunica de tal forma que quando está se comunicando, quase não sabemos quem é quem dentro da dinâmica deste diálogo, de tão perfeita que é a sua comunicação.

Lembra-se que eu lhe disse lá no início deste artigo que se eu falasse de um dos nomes dados ao diálogo da alma você iria dizer: “Ah, é disso, então, que ele está falando?” Então vou lhe dizer agora um dos nomes: intuição! Sim, este é um dos nomes dados ao diálogo da alma.

Mas tem um outro nome que você também certamente vai se lembrar que conhece: “conversar consigo mesmo”. Viu? Não te disse que iria se lembrar? Até agora já falei de duas variações nominais e você, dada a devida proporção, tem cem por cento de familiaridade com ambas, tenho certeza! Talvez, só não soubesse que se tratasse do “diálogo da alma”.

A alma não mente, não dissimula, não trai, não falseia, não se equivoca, não julga, não se vende, não faz chantagens, não inventa etc. Sim! Todas essas coisas aí que fazemos tão facilmente, todas provêm de nossa mente!

A nossa mente, quando resolve andar na contramão da alma, o desastre acontece, inevitavelmente! Ah, se todos nós pudéssemos caminhar pelos caminhos da vida em perfeita sintonia com que o nosso corpo/alma nos traz. O nosso espírito agradeceria, pois ele sofre muito quando temos um corpo/alma rebelde.

Como é bom ouvir aquela voz interior que diz: “não é por aí, cuidado!” O mundo, certamente, seria bem melhor. E nossa alma já teria dado condições a que fôssemos todos seres de tal forma de espírito elevado, que nem fazemos ideia do que seríamos capazes!

Deus aguarda a que um dia sejamos assim: mas ainda faltam alguns ajustes que dependem, muitas vezes de nós mesmos… Pois ainda mentimos, caluniamos, dissimulamos e tecemos inúmeros julgamentos. Mas quando nossa alma puder dialogar dentro de nós mesmos para elevar o nosso espírito à dignidade que Deus quis para cada um de nós, o Paraíso será a nossa morada novamente aqui nesta Terra que Deus nos presenteou, mas que nosso corpo/alma muitas vezes insiste em destruir.

Seja uma voz interior, seja uma intuição, seja o nome que for, mas que faça com que sejamos seres humanos melhores. Isso está fazendo muita falta no mundo atual. Está fazendo muita falta nos corações que batem cotidianamente para sustentar o corpo/alma e espírito de nossa tão frágil humanidade.

Abraço Temage!

Se você puder deixar sua opinião e comentário, agradeço! E se puder compartilhar, melhor ainda! Até a próxima!

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